sábado, 24 de janeiro de 2009

O aparente silêncio é só indício de barulho em breve.

IMAGEM Kazuo Kajihara

Feito bicho que espreita a presa em silêncio e aguarda o momento oportuno para o bote dar, neste mês de janeiro Dilei desenha, aponta, corrige e reiventa um pouco do possível caminho que irá transitar em 2009. Enquanto o mundo comemorava a eleição de Barack, Israel invadia a Palestina, e o noticiário nosso de cada dia falava de Ronaldo e da crise econômica que se instala, a gente preparava o DVD gravado em dezembro, o EP só com músicas inéditas e a arquitetura do plano 2009.
Sim meus amigos, além da peculiaridade musical e inventiva destes músicos, há ainda entre o quinteto, os acumuladores de funções estratégicas. Engenheiros de estradas imaginárias e arquitetos de nuvens inebriadas que levantam voo e tornam possível o viajar das canções compostas em bairros diferentes de São Paulo até os ouvintes do Dilei.
No momento o DVD e a gravação do EP são prioridades. Junto com eles uma nova tour e quiçá outros shows onde partilharemos um tanto assim de nós!
O Dilei continua ali, caminhando na tênue linha que separa a vontade de abraçar o mundo em um único movimento e os incontáveis desafios que um artista independente se depara.

Peraê!

domingo, 12 de outubro de 2008

EP a caminho...






As coisas estão caminhando e ao q tudo indica esse EP promete! Vem coisa nova por aí!
O final de semana passado foi muito bom. Se "refugiar" num lugar diferente q não seja as quatro paredes de um estúdio sem janelas é essencial. As músicas q nasceram ao longo da tour tomaram forma quase q definitiva e outras ainda estão por vir. 

Por hora só posso postar aqui as fotos.

Quem quiser ver mais: www.picasaweb.google.com/dileibkp

Beijos e abraços.
Fabio Massa.

sábado, 4 de outubro de 2008

EP: pré-produção

Neste sábado e domingo o Dilei se refugia numa casa de campo em Igaratá (interior de São Paulo), gentilmente cedida por Eitel (tio da Lau - namorada do Gui) para pré-produção do próximo EP q trará 5 ou 6 músicas inéditas. 

A tour nordeste foi importante por inúmeros motivos já mencionados por aqui e principalmente pra nos dar inspirações q com certeza estarão presentes nesse EP. Esse é um momento importante pro Dilei. Estamos caminhando a curtos passos e com uma certa cautela. O planejamento é algo muito importante em uma banda independente: Traçar rumos e objetivos. A banda vem se reinventando ao longo do tempo. O primeiro CD abriu a janela e ao longo das andanças surgiram cello, bandolim, pífano, trompete e uma cozinha um pouco mais agressiva. Não que as canções tenham se modificado, mas creio q os novos elementos tenham sido incorporados por elas.

Posso adiantar que, segundo o planejamento, o EP fica pronto entre o final deste ano e o começo de 2009. Ainda está previsto um registro em audio e vídeo de um pocketshow intimista com músicas do primeiro disco (rearranjadas) e algumas do novo EP. Ah... a produção do clipe tb está na lista.

Não! Não é fácil. Gosto sempre de dizer aqui q é independente total. A ajuda e as parcerias são sempre benvindas. Num país como o Brasil, abarrotado de talentosos artistas o espaço pro independente ainda é pequeno e somos obrigados a conviver com algumas poucas bandas q "emplacam" e "abarrotam" o rádio e a tv. Um exemplo prático e rápido é o VMB q neste ano completou sua 14ª edição dando ao Nx Zero três dos principais prêmios. De novo! Nada contra os meninos, até respeito o trabalho, mas é mais do mesmo. Mallu Magalhães e Vanguart, que na minha opinião são as grandes revelações deste ano, ficaram ofuscadas pela vitória da mineira Strike. Mais do mesmo again! É preciso aumentar o target. A MTV, sendo a única tv aberta do segmento está seguindo um caminho há muito tempo duvidoso. Onde estão os Fábios Massaris, os Gastões, os programas mais alternativos?! O público alvo se afunilou e o espaço pra quem precisa se "revelar" tb. Enfim... temo pelo Nx Zero q logo se tornará insuportável de se ver e ouvir. Daí outros Nxs surgirão e cairão... e a música se renova? Hum... o Fresno é q se deu bem ao dividir o palco com Chitãozinho e Xororó. Ou seria o contrário? Chitãozinho e Xororó q se deram bem ao dividir o palco com o Fresno?

Enfim... só um desabafo pessoal meu de minha própria autoria da minha própria opinião.

Bom... o fato do Dilei estar seguindo esse cronograma de gravações até o final deste ano não quer dizer q não faremos shows nesse período.
Daqui duas semanas seguimos pra Minas Gerais.
Aguardem!

Bjos e abraços.
Fabio Massa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Fim do começo.

É... chegamos ao final da primeira parte da nossa turnê independente pelo Brasil... já se ouve em uníssono um "aaaahhhh q penaaaaa". Mas calma... o périplo de divulgação através de nossas andanças só está começando! Atacar o nordeste de uma vez só numa pequena tour de 18 dias foi muito gratificante e os frutos disso já começam a ser colhidos.

Mas calma... deixemos o tom de despedida pra depois...
ainda preciso contar pra vcs como foram os shows em Maceió, Salvador e Jequié.

Vamos lá...
Ficamos em Recife por 4 dias, então, pra conter gastos com táxi, ônibus e tudo mais, resolvemos alugar um carro que só devolvemos em Maceió. A estrada não era das melhores. Buraco demais pra estrada de menos. Isso é Brasil! Maldito seja JK que achou q modernidade era construir estradas em detrimento das ferrovias. A sorte era q no final dessa estrada havia uma cidade linda chamada Maceió. Pequena, organizada e muito bela. Valeu a pena.

Chegando na cidade o roteiro foi: check-in no hotel, mc donald's (a gente precisava comer rápido), banho e passagem de som no SESC Alagoas (centro).

 Esse, como boa parte dos SESCs de São Paulo, era muito bem organizado e com uma estrutura massa. Dividimos o palco com a banda local Oficina 137. 

Além do público presente no teatro Jofre Soares trazido através de notas em jornais e sites locais, estava presente alí tb a TV Assembléia q gravou o show na íntegra e
 que logo estará na grade de programação da emissora.

Depois do show: pizza e suco de cajá à beira mar. "Ô saudade da cadeia!"

Dia seguinte, acordar e ir visitar as maravilhosas praias da capital alagoana?! Nada disso... levantamos cedo. Café da manhã, devolver carro na locadora e rodoviária rumo a Salvador. A possível mamata foi substituída por uma viagem q durou o dia todo. O q salvou foi a paisagem. Ah... como é bom poder ver o mar. Se o Maluf conseguir fazer um aqui em São Paulo eu até voto nele! rs.

Enfim em Salvador. Já era noite e a barriga vazia dos cinco andarilhos já soava acordes de fome. Larga tudo no hotel e bora comer alguma coisa. 
É nessas horas q a gente só come porcaria. 
Mas o açaí salvou bem a bronca... hotel, sono e praia no dia seguinte. 

A passagem de som no Pelourinho era só depois do almoço, então deixou a manhã livre pra gente conhecer a praia do Farol da Barra. Mais uma vez: "Ô saudade da cadeia!". A vida de músico independente no Brasil não é fácil, mas tem dessas coisas: um merecido mergulho no mar de águas transparentes.

Depois do almoço o bodinho e então: Pelourinho. Centro histórico da capital baiana q contrasta belezas arquitetônicas e violência. Nosso palco já estava pronto. Foi carregar instrumentos e equipamentos pelas ruas de calçamen
to pé-de-moleque e montar tudo em cima do palco pra passagem de som. Receptividade 100% por parte da organização e grande e fundamental ajuda de Vince de Mira - vocal da banda baiana Lampirônicos - na produção dessa apresentação em um dos palcos montados no Pelourinho. 

A vibe foi sensacional. Curiosos, interessados, soteropolitanos e gringos desenhavam a platéia animada na noite quente de sexta (0
5/setembro). 

O palco, onde também é realizado os ensaios do 
Olodum, ficou pequeno diante de uma platéia tão calorosa. Nossa passagem por Salvador começou a fechar com chave de ouro a fase nordeste da turnê brasileira.

No fim do show o cansaço era visível. Corpo e mente abalados por um longo trajeto percorrido entre Fortaleza e 
Salvador passando pelas principais capitais nordestinas das quais também deixarão saudade: Natal, Recife e Maceió. 

Dia seguinte logo cedo nosso roteiro: Café da manhã e rodoviária. O destino: Jequié. Cidade interiorana no sul da Bahia.

Cinco horas de viagem em uma das piores empresas de transporte já vistas durante toda a turnê: VIAÇÃO CAMURUJIPE. Ônibus sem ar-condicionado que mais parecida busão municipal, já q parava em tudo quanto era ponto pegando passageiros e vendedores ambulantes q "invadiam" o ônibus de hora em hora. Ah... fora a cobrança por excesso de bagagem: "É só pagar 10 reais q tá tudo liberado" dizia o responsável no embarque em Salvador. A resposta à nossa reclamação, já q não fomos avisados na hora da compra da passagem e nem havia nada escrito no bilhete foi um "aqui na Bahia é assim!". Pois bem... q assim seja! Aqui fica registrado nossa indignação à essa empresa q, com certeza, envergonha a Bahia.

Chegando em Jequié fomos recebidos pela encantadora e falante Tia Céu (produtora local) q nos levou pra uma rápida entrevista na Rádio 95 FM. A entrevista na íntegra: 




Fechando a tour nordeste, o show em Jequié no Tenis Clube teve a produção da Officina de Eventos juntamente com Tia Céu. Produção de responsa q proporcionou um palco muito bem estruturado e divulgação excepcional.

Em todo show, antes de entrar no palco, a gente se reúne num único abraço trocando algumas palavras como num time antes de entrar em campo. Em Jequié, por ser o derradeiro antes de voltar pra São Paulo, o feeling foi diferente. Estávamos mais coesos, mais próximos, mais seguros e harmônicos. O show não poderia ter sido melhor. O espaço era grande e as quase 500 pessoas pareciam ter volume menor de cima de um palco com mais de 2 metros de altura. Na saída pro backstage, muitos elogios e recomendações por parte da organização e das outras duas bandas presentes: Shau e Mandacaroots. Aqui um vídeo q achei no YouTube de alguém q gravou um trechinho do show:



Domingo (07 de setembro), dia de preparar a volta pra São Paulo. Socar a roupa na mala, organizar os instrumentos e descansar. Tempo também pra lembrar de tudo o q rolou nos 17 dias de turnê. Separar todas as fotos num DVD e fazer cópia pra todo mundo. Refletir sobre o q fizemos e pensar nos próximos passos.

Não foi fácil e nem barato. Completamente independente o Dilei gravou um disco em Fortaleza há pouco mais de 3 anos, se mudou pra São Paulo, estruturou outra formação e saiu em turnê de volta ao cenário inicial. Pegamos a estrada sem incentivo de nenhum órgão governamental nem instituição privada. Com o dinheiro de projetos paralelos, investimos nessa tour, q acredito eu, ser o primeiro grande momento de propagação do som do Dilei de muitos q ainda virão. Com a produção do próprio Rapha Evangelista e com o apoio de Tiago Barizon, a turnê foi um sucesso. Todo o planejamento foi cumprido e executado da melhor forma e 100% INDEPENDENTE.

Mas olha... a tour ainda não acabou! Esse blog continuará funcionando. Outros shows pelo Brasil virão. Os próximos serão em Minas Gerais e depois atacaremos São Paulo e a região sul do país.
Provavelmente alguém ainda escreva suas impressões sobre a tour nordeste aqui. Portanto, não se desligue. Continue com a gente olhando o mundo com os pés.

Inté.
Beijos e abraços.
Fabio Massa.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Burburinho Pub...Show?


Segundo show em Recife, Burburinho Pub, uma das mais populares, senão a mais popular casa da cena rock independente da cidade. Localizada no centro histórico da capital pernambucana, bem próxima ao Pátio São Pedro, arrodeada de belos casarões e prédios "tombando" pelo tempo. Ou seja, a bela paisagem urbana é ofuscada pelo descaso e falta de atenção dos supostos responsáveis. 

A passagem de som foi combinada para as 21hrs, e la estavamos neste horário. Ficamos um pouco espantados com a relação de proporção entre o nome criado para o lugar, e o próprio. Isto é, chegamos e nos deparamos com um pequeno bar portador de um palco menor ainda. Muitas fotos de deuses do Blues e Soul music embelezavam as paredes carentes de uma pintura nova. O mais espantador vem pelos olhos de Rapha. Brilhavam muito entusiasmados pois na verdade o palco onde seria o show era no andar superior. Pronto, proporções re-feitas e compreendidas.

Um belo palco, com estrutura de luz e som aparentemente boas era recepcionado por um andar amplo e coroado por grandes janelas e um boneco de Olinda como guardião. No entanto, como nem tudo é perfeito...faltava um amplificador de guitarra para nosso anfitrião local, Severis. Em poucos minutos surge o desejado aparelho. Problemas sanados? Definitivamente não. O amplificador não funcionava. Uma rapida solução foi dada: fones de ouvido e instrumentos do guitarrista plugados diretamente na mesa de som. Moral da história: uma banda ensaiada vale por duas. Ou seja, ninguém ouvia Rodrigo Severis, nem mesmo ele. Mas, como ja apresentado na moral dos fatos, o show correu bem, neste ponto de vista! A banda estava coesa e a massa sonora fez as janelas tremerem.

Entretanto...nossos problemas não acabaram por aí, pelo menos indiretamente não. Fomos premiados por um contraste frustrante: uma casa de renome e estrutura muito boa para receber público e bandas conta com o "apoio" de uma equipe de som mais perdida do que "cego em tiroteio". Explico. O pouco conhecimento sobre a tarefa a qual deveriam executar deixou profissionais e banda bastante perdidos e levemente estressados. Na minha humilde opinião, a frase de Fabio traduz o sentimento geral da banda em relação a esse triste episódio. "Vamos brincar de ser profissionais?"

Depois do show, fomos comemorar nossa passagem por Recife na avenida beira-mar comendo um churrasquinho e tomando uma cervejinha gelada, melhor coisa possivel para combinar com o clima de alegria e entusiasmo da banda por tudo que nos ocorre continua sempre recarregando nossas baterias. Conhecemos tambem um cão de rua que aparentemente seguirá como um fã da banda, ou pelo menos de nosso vocalista Jan, com quem brincou a noite toda!

Quero deixar registrado aqui nosso agradecimento e simpatia pela banda de Olinda Zé Pilintra, que compareceu sempre animada ao show que narro aqui.

Beijos e até...
Gui!

Dilei na rádio Transamérica de Recife



No dia 02 de setembro a gente bateu um papo com o pessoal da Rádio Transamérica de Recife. Falamos sobre o Dilei, a tour, um pouco do jão, seu pandeiro e seu pequinês e aproveitamos para divulgar o show realizado no mesmo dia no Pub Burburinho. 
Agradecemos a Transamérica pela oportunidade e também a Iana - vocalista do Carfax, que descolou o papo e ainda nos guiou até lá. 
"Vende-se um pandeiro e um pequinês" tocou durante o programa e também rolou promoção de disco do Dilei pra galera!

Fizemos um pequeno vídeo e o partilhamos aqui!

Beijos e abraços
Jan Angelim

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Mais fotoooooooooos!

Galera, a gente criou uma conta no Picasa pra quem quiser ver mais algumas fotos dos shows. O link é esse aqui: http://picasaweb.google.com/dileibkp

Beijos e abraços.
Fabio Massa.